Quanto mais o governo produz tentativas de estimular o consumo interno, controlar preços, retardar reajustes e criar cada vez mais controles tarifários na importação, mais aumentam as "marolas" já não tão pequenas que ameaçam virar nossa canoa.
Os últimos movimentos, entre eles a redução do IOF para 0% nos ingressos de capitais externos destinados à aplicação na renda fixa, vieram tarde demais. O governo continua ágil para criar ou aumentar impostos, mas lento e pesado para diminuí-los ou extingui-los. Nada indica que o capital estrangeiro, já alocado para outros mercados, venha agora, depois da perspectiva de redução da nota de avaliação do país, divulgada pela empresa de avaliação de riscos Standard & Poors (S&P), voltar a fluir para cá, produzindo novamente o ciclo de ingressos necessários para equilibrar o saldo de transações correntes.
Nossa canoa viaja por mares cada vez mais encapelados. Fustigada pelas marolinhas nada pequenas do Lula e as ondas produzidas pela Dilma, que levanta mais e mais barreiras para contê-las, vai acabar virando. As barreiras represam as ondas, tornando-as cada vez maiores.
Por falar nisto, você já pegou seu salva-vidas?