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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A Liberação do uso, porte e consumo da maconha.



O Cânhamo e seu subproduto, a maconha!
        O cânhamo sempre foi ao longo da história, um produto essencial para a produção de cordames de navios e embarcações, confecções de tecidos (muito melhores e mais resistentes que o algodão), uniformes militares, calçados, bolsas e artefatos, papel, placas plásticas, remédios, perfumes e uma infinidade de produtos. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi utilizado no esforço de guerra como um material abundante e barato, de fácil manuseio e durável. Após o término da Guerra, foi novamente proibido porque também tinha suas folhas utilizadas com efeito alucinógeno e a empresa DuPont Chemical havia desenvolvido o fio de nylon e o estava lançando mundialmente, não querendo a forte concorrência da fibra natural de cânhamo, tão forte, resistente e muito mais barata que o produto derivado do petróleo, o ouro negro dominado pelos Estados Unidos. Foram os Estados Unidos, maiores vencedores da 2ª Grande Guerra, que obrigaram a proibição mundial de plantação e comercialização do cânhamo, sob a única alegação de se tratar de uma "droga" alucinógena.
          O cânhamo sempre foi utilizado, desde a antiguidade, mais pela utilidade de suas fibras do que pelos seus efeitos alucinógenos. A má fama do haxixe (maconha concentrada, onde seu extrato é misturado a um aglomerado neutro, pulverizado e transformado em "pedra", sendo ralada e adicionada ao tabaco para ser fumado), muito usado no Oriente e na antiga Pérsia, como estimulador de coragem para os guerreiros que se lançavam em missões suicidas em defesa dos reinos. Estes guerreiros ficaram conhecidos como haxixins (assassinos, na corruptela atual). pois ficavam corajosos o bastante para se lançar contra as hostes inimigas, matando e dizimando até serem mortos, pois não se rendiam.

sábado, 15 de agosto de 2015

A conjuntura da crise institucional

          Num cenário esperado e pré anunciado de crise, o atarantamento do governo converte-se em imobilismo, usando técnicas manjadas de marketing politico para tentar convencer a população que não existe crise ou que a crise é culpa dos problemas econômicos externos.  
          Judiciário inerte em todas as instâncias, com processos (agora digitalizados) se acumulando, sem solução à vista.  Processos que aguardam até dez anos por uma sentença de primeira instância, dão a sensação de impunidade necessária para o caos econômico e administrativo.  A judicialização de praticamente todas as demandas, como contratos registados e assinados pelas partes, mas descumpridos, locatários que não cumprem suas obrigações, patrões que não pagam rescisões salariais, invasões de propriedades de forma violenta e uma série de demandas que poderiam ser resolvidas sem necessidade de recorrer ao judiciário, ajudam a travar a máquina da Justiça, agravando o caos.
         Na área Econômica, as demandas políticas se sobrepõem às necessidades de um ajuste fiscal minimamente coerente, que passe por cortes nas obesas despesas desnecessárias e destinadas a dar conforto político e pessoal aos dirigentes da nação.  Ministérios e cartões corporativos em profusão, não se incluem no corte de despesas.  Nem nas palavras da presidente da República, que anunciou cortes nas áreas fundamentais da Educação, Saúde e Segurança, se ouve qualquer palavra sobre estas despesas suntuárias ou sobre misteriosos e secretos financiamentos a ditaduras estrangeiras, baseados em uma estranha e ultrapassada afinidade ideológica, sem nexo com qualquer interesse econômico que demonstre o resultado destes investimentos.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A árdua tarefa de Joaquim Levy.

          O Ministro da Fazenda, Sr. Joaquim Levy, encontra-se numa situação muito difícil, pois tenta ajustar as conta públicas, após a reeleição da presidente Dilma,, através do aumento de impostos, uma vez que as circunstâncias politicas impedem um ajuste sério e definitivo.  As leis de Mercado não se submetem às imposições e conchavos políticos.  Se um produto fica mais caro, as pessoas compram menos ou deixam de comprá-lo.  Com o fim das exonerações fiscais e o anúncio do aumento das tarifas públicas e de tributos, houve uma imediata retração do Mercado e o consequente aumento das demissões, aumentando o desemprego.  O caminho da solução dos desmandos e da orgia de gastos extra-orçamentários, não passará pelo simples aumento da tributação dos produtos e serviços.  
          Quanto mais se aumentam tributos, mais aumentam os preços ao consumidor, que em última análise, é quem paga tudo, o produto e os impostos.  Ao consumidor só resta se retrair, comprando menos, o que agrava o funcionamento saudável do Mercado.

sábado, 14 de março de 2015

A canoa virou, e agora?

           A canoa virou, o ano não começou, o Plano Real acabou!      
           Será que conseguiremos desvirar a canoa, começar o ano finalmente e recuperar o Plano Real?
          Ou será que permitimos que as coisas fossem tão longe, que agora não adianta fazer mais nada?
          Vamos trocar estes líderes por outros iguais a  eles?   As leis que os blindam contra o povo, vão continuar a protegê-los contra a Sociedade que paga por seus desmandos e é saqueada diariamente? 
          Foros privilegiados, impedimento de processar dirigentes no cargo ou fora dele, cessar investigações quando um corrupto renuncia, permitindo que voltem a se candidatar ao invés de serem excluídos definitivamente da vida pública,  Estatutos que protegem aprendizes de criminosos sem responsabilizar os pais que permitiram tantos desvios de conduta e comportamento, continuarão a ser aplicados?
          É, são muitas perguntas sem resposta.   Espero que pensemos sobre isto e façamos algo, se ainda der tempo.  Senão, deixaremos de ser uma nação rica em recursos naturais, que fala português, para nos tornarmos mais um satélite do atraso da humanidade.
          Aguardo colaborações para terminar este texto!  amanhã, dia 15 de março, vou sentir a temperatura do povo, saber se o doente tem cura!  Abraços.
          

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A dívida externa voltou com força redobrada!

           A hora da verdade está chegando para todos nós, brasileiros.   Os números negativos de nossa Economia, surgem a todo instante.   Nossas reservas internacionais em dólares, que em 2007 eram suficientes para pagar a dívida externa e que motivou o Lula a falsamente divulgar que a havia pago, nos tornando credores internacionais em moeda forte,  está agora em outubro de 2014, no total de US$375,833 bilhões,  segundo o Banco Central do Brasil..


           Em contrapartida, nossa dívida externa atingiu a cifra de US$523,7 bilhões.  Abaixo a notícia do Jornal Correio Braziliense:


          Como se percebe, novamente a dívida externa ultrapassou nossa reserva internacional em divisas estrangeiras.   Se usarmos toda a reserva para quitar a dívida, ao invés do saldo de US$55 bilhóes que sobravam em 2007, quando o Lula bravateou que a havia pago, hoje temos temos uma diferença líquida de US$147 bilhões contra nós, apurada em junho deste ano.   É verdade que parte substancial desta dívida foi feita por empresas privadas nacionais, que recorreram ao mercado onde os juros são mais baixos (cerca de 2% aa),  mas a situação vem se agravando com os déficits crescentes na balança comercial.   De janeiro a outubro deste ano, o déficit em transações correntes com nossos parceiros internacionais montavam em US$80,7 bilhões.  
          E Dna. Dilma disse que o ex-presidente Fernando Henrique quebrou o Brasil três vezes!
          Vamos precisar de novos empréstimos do FMI para equilibrar as contas, mas a que taxas?


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Um turbilhão de acontecimentos após as eleições.

          Depois de um tempo com o computador no conserto, voltei em meio a um turbilhão de acontecimentos (eleições sob suspeita de fraude, o desdobramento do escândalo da Petrobras, já batizado de "petrolão", e os dados econômicos, fiscais e administrativos do país em completo caos), 

          Escolher o tema a tratar como o mais relevante é extremamente difícil.  O dado comum em todos eles é a forma completamente irresponsável e interesseira de tratar a nossa Democracia, flor tenra constantemente açoitada por intempéries morais e plantada em solo infestado de pragas, como a corrupção, extorsão abusiva, compadrios, nepotismo e aparelhamento dos órgãos públicos para atender à interesses subalternos.  Falta regar nossa Democracia com a água fresca do caráter, posto que está em risco de fenecer ante tantas pragas.   Fala-se em golpe ou intervenção militar, como se extirpar a Democracia fosse o único meio de salvá-la.   Falta a água do caráter neste solo seco e infestado de pragas, mas falta também purificar o solo onde ela está plantada, senão morrerá antes de florescer completamente!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Banco Central independente do governo ou do cidadão?

Recebi esta pergunta aí do título de um amigo e seguidor do Blog, via e-mail.  Respondo também aqui minha visão da questão proposta, para ajudar no entendimento do melhor caminho a ser seguido.

           Como sabemos, o que garante a existência de um país como nação soberana, é a proteção dos valores que garantem a unidade e coesão da pátria.  Assim, o idioma, a moeda, as armas da República, o Hino Nacional e a Bandeira, entre outros valores, precisam ser preservados e protegidos, sob pena de se romperem os elos da unidade nacional e federativa.  Como exemplo, os movimentos separatistas do sul do país, que se tornam ativos sempre que as coisas começam a degringolar no Brasil. Tivemos alguns movimentos e guerras, ao longo de nossa história, por causa justamente da perda de alguns destes valores.
          O que temos visto hoje em dia, é que os governos atuais, agridem o idioma, modificando-o a seu bel-prazer, existindo hoje já locais onde se fala um "brasileiro" diferente da língua com que nos expressamos regularmente.  Isto é um fator divisionista, pois cria-se um idioma clássico, um culto e um popular, determinando-se a que classe pertence um cidadão, dependendo da sua forma de falar.  Deixa de haver a unidade e a igualdade do falar, lançando-se a semente do divisionismo.  Agora também, este governo atual, criou um idioma oficial, onde o particípio ativo da ação (ante, ente, inte), passou a ser falado e escrito segundo o gênero do praticante da ação.  Assim, a presidente virou "presidenta", constituinte passará a ser chamada de “constituinta”,  etc.  Isto é claro, separa mais do que une a nação.
          A moeda também precisa ser protegida de políticas econômicas ou ditas sociais, que embora pareçam boas, logo produzem inflação de demanda ou de emissão descontrolada de moeda para financiar estas políticas visionárias de um futuro que fica cada vez mais longínquo.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Pedalando para a Economia brasileira não cair!

          Todos sabemos que ao andarmos de bicicleta, o que acontece se pararmos de pedalar.   A bicicleta não se sustenta em pé e caí!   Para evitar a derrubada das contas públicas, o governo vem usando, desde maio deste ano de 2014, a técnica de transferir despesas correntes e incorridas, de um balanço mensal para o seguinte, e assim sucessivamente.  Esta técnica é criativamente chamada de "pedalada fiscal".
          O Dilmês Econômico, que já cunhou termos como "contabilidade criativa", que é a arte de transformar despesas em investimentos e transferências de dinheiro em receitas,  vem agora com este termo que demonstra o estado de deterioração das contas públicas.
         Os bancos estatais, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, já vem desde maio pelo menos, suportando as despesas com pagamentos de benefícios sociais, aposentadorias do funcionalismo público e o Bolsa-Família, que não tem sido repassadas pelo Tesouro Nacional, de forma automática.  Esta conta já está em quase R$5 bilhões na CEF e mais de R$4 bilhões no Banco do Brasil.  Isto configura um empréstimo concedido ao controlador do Banco, repelido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.  Este dispositivo da lei foi criado para impedir que os governadores de Estado sacassem a descoberto em seus bancos estatais.  Não se esperava que a própria União fosse fazer isto.  Se for obrigada a contabilizar este déficit em conta, nem contabilidade criativa consegue fechar o balanço este ano!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O vídeo que provocou reações do governo brasileiro.

          Como viemos dizendo, desde 2012, a mudança de rumo da política econômica do atual governo, levaria ao fim do Plano Real e ao retorno à situação anterior de alta inflação com estagnação econômica, chamada de Estagflação.

          Por esta razão, peço que assistam ao video texto com áudio da Empiricus Research, que tanto desagradou nossa presidente da República, que entrou com representação no TSE, acusando a empresa de beneficiar o candidato Aécio Neves.   Coitado, nem ele poderá fazer nada, frente aos tempos negros que temos pela frente.
          Infelizmente, as análises econômicas efetuadas neste vídeo, são idênticas aos avisos e comentários que venho fazendo sobre os caminhos tortuosos percorridos pelo governo brasileiro e sua equipe econômica, quando estabeleceu o controle de preços e a intervenção direta na economia, estimulando o consumo até o nível de endividamento que hoje compromete milhões de famílias e dependentes do assistencialismo governamental.

terça-feira, 22 de julho de 2014

O escorrega do PIB e a gangorra da Economia.

          Saiu a prévia do PIB estimado para 2014.  O BC já admite que vai ficar abaixo de 1%.  E ainda estamos em julho.  Faltam ainda cinco meses e a previsão do PIB para este ano vem derretendo desde o final do ano passado, quando o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, falava em 4,5% de incremento no PIB.   Veio caindo para 3,9%, 3,3%, 2,5%, 1,9%, 1,3% e agora ninguém tem coragem de fazer uma estimativa segura, dizem apenas que vai ficar abaixo de 1%, embora o governo ainda insista na visão otimista de um PIB de 1,8%, contra as expectativas do mercado.
          Como já havia dito na matéria anterior, vão faltar meses para fechar o ano de 2014 com superávit primário (aquele que é usado para pagar os juros da dívida, interna e externa), uma vez que a arrecadação federal também caiu, com renúncias fiscais, desonerações e reparcelamento de dívidas com a União, com redução drástica dos encargos legais.
           Com a orgia de gastos, renúncias fiscais, desonerações tributárias, perdões de dívidas e o assistencialismo predatório que garante eleição, não se podia mesmo esperar outra coisa.  A completa ausência de educação financeira da presidente da República, que levou sua propalada lojinha de artigos de R$1,99 à falência,  agora se replica no Tesouro Nacional.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

2015 - o ano que não vai começar.

          Conforme venho relatando em diversas matérias neste Blog,  a orgia de gastos públicos em esquemas assistencialistas, desonerações tributárias de empresários aliados, parcelamentos e reparcelamentos de débitos pelo REFIS (já lançado três vezes neste governo), as transferências bilionárias de recursos para o exterior para financiar obras em ditaduras e proto ditaduras aliadas ideologicamente ao governo brasileiro, etc., esgotaram rapidamente nossas reservas internacionais, já bastante abaladas pelo déficit em conta corrente (resultado de todas as transações de comércio exterior, viagens internacionais e gastos de turistas, aqui e lá fora, etc.) que, neste mês de maio de 2014, fechou no negativo em US$86,1 bilhões.   O governo gastou tudo o que pode, congelou preços e tarifas, usando um expediente antigo e comprovadamente ruinoso, o controle de preços.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Passada a Copa, continuemos a torcer pelo Brasil!

          Um bom motivo para comemorar,  é o aumento da consciência do cidadão brasileiro em época de Copa do Mundo.   O cidadão mostra seu patriotismo, canta o hino nacional à capela nos estádios e até vaia a presidente da República, em desaprovação coletiva aos seus métodos de administrar e as prioridades escolhidas.   O temor é que, como sempre, passada a Copa, seja o Brasil campeão ou não, o cidadão volte à sua rotina diária, esquecendo-se do patriotismo, do hino e até dos problemas nacionais à espera de solução.   Afinal, a seleção brasileira de futebol é "a pátria de chuteiras", como disse o dramaturgo, jornalista e fanático por futebol, Nelson Rodrigues, já falecido.   Parece que quando se tiram as chuteiras, o patriotismo também vai para o armário.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O estado da União, antes das eleições.

          Amigos, após um período onde me dediquei à tarefas que teimavam em não esperar a vez de serem atendidas, voltei.   Algumas resolvidas, outras não.   Mas nenhuma teve a gravidade dos problemas que o Governo Brasileiro tem pela frente.    Tudo fruto de mudanças voluntaristas na Economia, na organização social, nos programas sociais de assistência às populações sem ocupação definida e na caótica e muitas vezes criminosa forma de administrar as empresas públicas.
          No ano passado, adverti que as mudanças na Economia, iriam influenciar danosamente os índices de inflação, comprometendo os fundamentos do Plano Real, que foi quem trouxe realmente ganhos para toda a população ao reduzir o confisco inflacionário sobre os salários e ganhos da população economicamente ativa.
          O governo insistiu em errar.   Estimulou o crédito para consumo, em detrimento da infraestrutura de produção e desenvolvimento de novas tecnologias, o que aumentou o meio circulante virtual, aumentando a inflação.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Capitalismo X Socialismo: Existe um lado para torcer?

          Para iniciar nosso raciocínio ou nossas escolhas, faz-se necessário colocar previamente algumas definições universalmente aceitas:

         - O Capitalismo privilegia a geração e acumulação de riquezas;
         - O Socialismo privilegia a apropriação e distribuição das riquezas;
         - O Capitalismo é essencialmente individualista, posto que promotor da competição entre os agentes do mercado, visando o progresso e desenvolvimento;
          - O Socialismo é essencialmente solidário, buscando uma distribuição equitativa dos resultados da atividade econômica, entre os membros do espectro social, independentemente de sua colaboração na geração das riquezas partilhadas;
          - O Capitalismo funda-se no trabalho, competição e disputa pelo sucesso das iniciativas empreendedoras;
          - O Socialismo funda-se na visão solidária do Humanismo, buscando proporcionar a todos, pleno acesso às riquezas produzidas, independente da participação individual na sua produção;

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Ano novo, maus indicadores

          O ano terminou e começaram a aparecer os números de nossos indicadores econômicos e sociais.
      Nossa Economia teve pífio desempenho, como infelizmente foi previsto neste Blog, em matérias anteriores.  A Vale e a Petrobrás, nossas jóias da coroa, perderam valor de mercado.  Coisa de 40 bilhões de reais cada uma.  Na Petrobrás, onde o governo ainda manda sozinho, a coisa ficou ainda pior.  A Petrobrás deve 3 vezes o valor de seu patrimônio líquido e só não quebrou, por que o governo não deixa.   Como vai investir no Pré-sal?  Nosso saldo da balança comercial brasileira teve o pior resultado em 13 anos, cerca de US$2,5 bilhões ( graças à contabilidade "criativa", considerando exportações que sequer saíram do país), quando antes batíamos recordes que chegaram a US$36 bilhões, pouco ainda para um país que queria influenciar o mercado mundial de commodities.
          As desonerações tributárias e o perdão de dívidas de países dominados por ditaduras sanguinárias e genocidas, para ajudar empreiteiros amigos com novas obras nestes países, também colaborou com o aumento do déficit fiscal e o não atingimento das metas de arrecadação, que replicou na inflação.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aproxima-se a terceira grande debacle econômica do Brasil.

          Em 1955, prometendo fazer 50 anos em 5, JK construiu Brasília e lançou as bases de nossa industria automobilística.  A conta da aventura foi uma inflação incontrolável que durou 34 anos, auxiliada pelos primeiros incentivos fiscais (renúncias fiscais) para trazer os industriais do automóvel para o Brasil.  E pensar que as grandes montadoras americanas (Ford e GM) já montavam seus caminhões e carros aqui, no sistema CKD, antes de JK resolver estimular o transporte de cargas por rodovias ao invés de estradas de ferro.
          A mistura de emissão descontrolada de dinheiro para fazer Brasília com a renúncia fiscal para estimular a vinda das montadoras de automóveis, nos legou uma inflação que, somada ao caos da baixa produção de alimentos (a instabilidade no campo provocada pelo movimento da reforma agrária, na lei ou na marra, lembram?) com agitações populares e nos quartéis, provocadas pelos mesmos companheiros dos que estão hoje no poder, nos levaram a implantação de um regime militar que, tentando reerguer o país, gerou novas crises financeiras que tornaram grupos como o Lume, Desenvolvimento, Coroa-Brastel (deram abraço de afogados), Delfim, o Banco Andrade Arnauld, etc. em buracos falimentares sem fundo.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Depois do leilão de Libra, como vai o Pré-sal?

          Parece que o Pré-sal é um bom negócio, mas fadado ao prejuízo, por paradoxal que seja!
          Demorei a digerir um pensamento que parecia a Teoria da Conspiração.    
          Por um lado, vejo o primeiro trecho de Libra, ou Libra toda, desconfio, ser negociado às vésperas do leilão, com um único consórcio participante, que foi formado na hora, na poltrona dos participantes, onde a Petrobrás (com acento, afinal, somos brasileiros e o acento é a nossa diferença) teve que aumentar seu cacife mínimo para 40% da participação, forçando a Shell Oil holandesa a aderir com 20%, sob a pressão de atuar no segmento de varejo de combustíveis, dependente da boa vontade dos governantes, a francesa Total, no bojo de uma tentativa de aproximação comercial entre França e Brasil e duas companhias chinesas, com 10% cada uma, as inexperientes CNNC e CNOC, que vão pagar para aprender a nova tecnologia que vai ser desenvolvida (é, não temos Know How suficiente ainda para chegar tão fundo).
          Por outro lado, vejo o Governo recebendo 41,65% (que precisão!) do lucro óleo, resultado do valor apurado entre os custos de perfuração e o número de barris necessários para pagá-los, dividindo-se na proporção acima a diferença apurada.  Vejo que a Petrobrás, submersa em dívidas em dólares (vale US$90 bi e deve US$172 bilhões e na prática, não nos pertence mais) e sem dinheiro para investir, terá que recorrer ao Governo para cacifar seus 40% obrigatórios de investimentos.  O BNDES sozinho e já no seu limite de investimentos, vai ajudar pouco.  E teremos que ir mais fundo que o buraco da dívida brasileira, que crescerá à medida que perfurarmos.  
          Se demorar a encontrar o ouro negro, teremos o mesmo destino das empresas X do Ike (é assim que ele gosta de ser chamado).   É claro que o governo vai botar a mão no nosso bolso para pagar esta conta, e no bolso da saúde, da educação, da infraestrutura, condenando os precários serviços públicos à simples inexistência.

domingo, 20 de outubro de 2013

O Pré-sal será um bom negócio?

          Tenho recebido muitos e-mails fora do fluxo natural do Blog, com comentários sobre os fatos de nossa vida cotidiana, bem como cópia de matérias jornalísticas escritas por outros observadores dos fatos.
          A maioria denuncia maracutaias de agentes do governo, envolvendo desvios de verbas, licitações superfaturadas, enriquecimento ilícito, etc.   A estes, sugiro encaminhar os e-mails diretamente ao Ministério Público Federal (MPF), à Procuradoria Geral da República (PGR), à Advocacia Geral da União (AGU), Polícia Federal (PF) e à Receita Federal do Brasil (RFB).
          Talvez adiante tão pouco como enviá-los para mim, mas pelo menos, estarão sendo enviados para os  locais certos.
          A questão que ultimamente tem deixado preocupados nossos leitores é o Leilão do mega campo petrolífero de Libra, a 170 km da costa brasileira (distância corrigida)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A reeleição do poste.

          Depois de quase acabar com o Real, ao reduzir de forma arrogante e autoritária os juros, expandir a base monetária com a concessão de empréstimos consignados para sustentar o consumo, diminuir na marra os custos de energia elétrica, privando as empresas de investir e fazer manutenção nas redes, praticamente "rasgar" a Lei de Responsabilidade Fiscal, ao conceder exonerações tributárias a empresas escolhidas a dedo, o que levou a inflação a patamares próximos do descontrole geral, vem agora nossa presidente permitir um aperto nos juros, que vão em breve ultrapassar os 10% anuais, visando mais a reeleição do que o conserto nos estragos na Economia que causou.
          Se os juros subirem até 10%,  a classe média e a emergentes classes C e D que se endividaram nesta orgia creditícia patrocinada pelo governo, vão quebrar ou se tornar inadimplentes.

sábado, 15 de junho de 2013

A CANOA VAI VIRAR!

   
           Quanto mais o governo produz tentativas de estimular o consumo interno, controlar preços, retardar reajustes e criar cada vez mais controles tarifários na importação, mais aumentam as "marolas" já não tão pequenas que ameaçam virar nossa canoa.
          Os últimos movimentos, entre eles a redução do IOF para 0% nos ingressos de capitais externos destinados à aplicação na renda fixa, vieram tarde demais.   O governo continua ágil para criar ou aumentar impostos, mas lento e pesado para diminuí-los ou extingui-los.  Nada indica que o capital estrangeiro, já alocado para outros mercados, venha agora, depois da perspectiva de redução da nota de avaliação do país, divulgada pela empresa de avaliação de riscos Standard & Poors (S&P), voltar a fluir para cá, produzindo novamente o ciclo de ingressos necessários para equilibrar o saldo de transações correntes.
          Nossa canoa viaja por mares cada vez mais encapelados.  Fustigada pelas marolinhas nada pequenas do Lula e as ondas produzidas pela Dilma, que levanta mais e mais barreiras para contê-las, vai acabar virando. As barreiras represam as ondas, tornando-as cada vez maiores.
          Por falar nisto, você já pegou seu salva-vidas?