segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Sobre a cegueira e a recusa em enxergar.

          Tinha uma ideia de matéria sobre a a pretensa cegueira do cidadão com os fatos que acontecem no cenário político e econômico do Brasil.  Possuía até um título provisório baseado num ditado antigo:  O pior cego é aquele que não quer ver.
         Senão, como poderíamos explicar o fato de 66% (Datafolha) dos eleitores, estarem descontentes com a condução da política econômica e da administração geral do país, enquanto os jornais afirmam que nossa presidente da República deve se eleger no primeiro turno, com cerca de 44% dos votos totais?
         Mas ao ler a matéria escrita pelo jornalista Guilherme Fiúza, sob o título "mulher de malandro decidirá eleição", publicada na revista Época de 16 de dezembro passado, senti-me despojado do raciocínio necessário para desenvolver a matéria.  Lá está consignado a maior parte de minhas idéias e só me resta subscrever tudo o que o jornalista disse.  Publicar aqui, sob a influência desta leitura, seria plágio, já que seria impossível escrever um texto sem deixar que aquelas idéias o corrompessem ou se sobrepusessem.
          Para não perder de todo o texto, resolvi acrescentar a minha visão sobre a cegueira que acomete o eleitor.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Ano novo, maus indicadores

          O ano terminou e começaram a aparecer os números de nossos indicadores econômicos e sociais.
      Nossa Economia teve pífio desempenho, como infelizmente foi previsto neste Blog, em matérias anteriores.  A Vale e a Petrobrás, nossas jóias da coroa, perderam valor de mercado.  Coisa de 40 bilhões de reais cada uma.  Na Petrobrás, onde o governo ainda manda sozinho, a coisa ficou ainda pior.  A Petrobrás deve 3 vezes o valor de seu patrimônio líquido e só não quebrou, por que o governo não deixa.   Como vai investir no Pré-sal?  Nosso saldo da balança comercial brasileira teve o pior resultado em 13 anos, cerca de US$2,5 bilhões ( graças à contabilidade "criativa", considerando exportações que sequer saíram do país), quando antes batíamos recordes que chegaram a US$36 bilhões, pouco ainda para um país que queria influenciar o mercado mundial de commodities.
          As desonerações tributárias e o perdão de dívidas de países dominados por ditaduras sanguinárias e genocidas, para ajudar empreiteiros amigos com novas obras nestes países, também colaborou com o aumento do déficit fiscal e o não atingimento das metas de arrecadação, que replicou na inflação.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Os verdadeiros piratas na Etiopia.

 http://dotsub.com/view/8446e7d0-e5b4-496a-a6d2-38767e3b520a

          O vídeo acima foi feito para tentar esclarecer o que está de fato acontecendo na Etiópia.
          Envio a pedido de amigos que já o receberam e pediram para divulgar neste blog.
          Recebi de um amigo e repasso para os que lêem neste espaço.

          A pergunta que fica sem resposta é: Quem são os verdadeiros piratas na Etiópia?
       


domingo, 15 de dezembro de 2013

A liberdade, segundo Ghandi e Mandela.

          Ghandi e Mandela mostraram como se faz.  O primeiro, totalmente pela resistência pacífica contra o poderoso opressor inglês.  O segundo, sem descartar a força das armas para atingir a liberdade do povo.  Ambos conseguiram libertar seus povos do jugo estrangeiro e da classe dominante, provando que é possível viver em paz, compartilhando, sem perder a independência e a auto determinação.
           Aqui no Brasil, nossos heróis foram Edson Arantes do Nascimento (Pelé) e Ayrton Senna da Silva.
           Na Índia e na África do Sul, os heróis da união e do orgulho popular foram homens em busca da liberdade de seus respectivos povos.   No Brasil, estes heróis da união e do orgulho popular foram desportistas, mostrando com seus respectivos talentos que não somos tão vira-latas assim.
         Acho até que nossa já famosa baixa estima é a responsável por impedir o surgimento de homens como Ghandi e Mandela por aqui.  Pior para nós.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Gargalos e gerações perdidas

          Quando se elaboram políticas públicas visando apenas o horizonte eleitoral, compromete-se o futuro de uma nação.
      Aqui chamam-se gargalos aos estrangulamentos de infraestrutura, às deficiências educacionais e qualificação profissional, aos atrasos em desenvolvimento de tecnologia de ponta e utilitárias, etc.
       Quando se expande a produção agrícola sem contar com um bem estruturado sistema de silos e armazéns para guardar o excedente de produção, não se consegue regular os preços destes produtos na fartura ou escassez.  O resultado é a desvalorização das cotações na fartura e preços exorbitantes na escassez.
       Quando se faz uma política pública em que se privilegia o transporte de cargas e passageiros por rodovias, deixando de lado as ferrovias, hidrovias e o transporte marítimo, num país com uma imensidão de território, costas e rios navegáveis, constata-se o descaso das autoridades com o planejamento estratégico e a logística de transportes.  É a visão de curto prazo que prevalece.   O agradecimento dos empresários das montadoras de veículos traduz-se em verbas para campanhas eleitorais.
       Quando não se dá atenção a um bom sistema de transporte urbano, proliferam os veículos de transporte individual (bom para as montadoras, novamente), causando engarrafamentos (gargalos de trânsito) e perdas de produtividade, criativa e laboral.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aproxima-se a terceira grande debacle econômica do Brasil.

          Em 1955, prometendo fazer 50 anos em 5, JK construiu Brasília e lançou as bases de nossa industria automobilística.  A conta da aventura foi uma inflação incontrolável que durou 34 anos, auxiliada pelos primeiros incentivos fiscais (renúncias fiscais) para trazer os industriais do automóvel para o Brasil.  E pensar que as grandes montadoras americanas (Ford e GM) já montavam seus caminhões e carros aqui, no sistema CKD, antes de JK resolver estimular o transporte de cargas por rodovias ao invés de estradas de ferro.
          A mistura de emissão descontrolada de dinheiro para fazer Brasília com a renúncia fiscal para estimular a vinda das montadoras de automóveis, nos legou uma inflação que, somada ao caos da baixa produção de alimentos (a instabilidade no campo provocada pelo movimento da reforma agrária, na lei ou na marra, lembram?) com agitações populares e nos quartéis, provocadas pelos mesmos companheiros dos que estão hoje no poder, nos levaram a implantação de um regime militar que, tentando reerguer o país, gerou novas crises financeiras que tornaram grupos como o Lume, Desenvolvimento, Coroa-Brastel (deram abraço de afogados), Delfim, o Banco Andrade Arnauld, etc. em buracos falimentares sem fundo.