Tinha uma ideia de matéria sobre a a pretensa cegueira do cidadão com os fatos que acontecem no cenário político e econômico do Brasil. Possuía até um título provisório baseado num ditado antigo: O pior cego é aquele que não quer ver.
Senão, como poderíamos explicar o fato de 66% (Datafolha) dos eleitores, estarem descontentes com a condução da política econômica e da administração geral do país, enquanto os jornais afirmam que nossa presidente da República deve se eleger no primeiro turno, com cerca de 44% dos votos totais?
Mas ao ler a matéria escrita pelo jornalista Guilherme Fiúza, sob o título "mulher de malandro decidirá eleição", publicada na revista Época de 16 de dezembro passado, senti-me despojado do raciocínio necessário para desenvolver a matéria. Lá está consignado a maior parte de minhas idéias e só me resta subscrever tudo o que o jornalista disse. Publicar aqui, sob a influência desta leitura, seria plágio, já que seria impossível escrever um texto sem deixar que aquelas idéias o corrompessem ou se sobrepusessem.
Para não perder de todo o texto, resolvi acrescentar a minha visão sobre a cegueira que acomete o eleitor.